terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Reflexões sobre a morte da cantora Whitney Houston

Ela foi encontrada morta em uma banheira na noite do dia 11 de fevereiro de 2012 sua morte movimentou a imprensa do mundo, pois ela era dona de uma voz marcante, tinha um grande talento. Era considerada por muitos como a melhor de uma geração segundo site G1 que na página do Jornal Hoje do dia 13 publicou uma reportagem falando da cantora.

Segundo a reportagem onde tudo começou foi na Igreja Batista Nova Esperança em Newark, Nova Jersey, estado onde nasceu, frequentando aquela igreja ela começou a cantar. O site odiario.com informa que numa noite de domingo, Joe Carter, pastor da igreja,reconheceu o talento de cantora.


O site G1 traz mais detalhes sobre sua carrreira:

"Filha da cantora de música gospel Cissy Houston, prima de Dionne Warwick e afilhada da inesquecível Aretha Franklin, Whitney lançou o primeiro álbum em 1985. Dois anos depois, veio o segundo. Vendeu mais de 170 milhões de discos ao redor do mundo.

Cissy Houston a mãe, cantando com a filha Whitney (foto odiario.com)
No cinema, a cantora atuou ao lado de Kevin Costner em O Guarda Costas. A música do filme, “I Will Always Love You", chegou ao primeiro lugar nas paradas de sucesso e está entre as dez mais vendidas da história.

Casada com o músico Bobby Bronw, teve a filha Bobbi Kristina, mas a relação do casal foi marcada por conflitos.

Quando sua voz começou a mostrar as marcas deixadas pelas drogas e pelo álcool, Whitney assumiu publicamente os problemas com o vício e frequentou clínicas de reabilitação. Ela chegou a dizer que o grande inimigo dela era ela mesma: "Ninguém me obriga a fazer o que eu não quero, a decisão é sempre minha. Eu sou o meu melhor amigo e também o meu pior inimigo..."

Ficamos a perguntar como alguém que ouviu o evangelho, louvou a Deus com sua bela voz tantas vezes se lança em uma carreira de sucesso segundo o conceito do mundo na música segular, acaba em uma situação dessas, nas garras do vício. E toda a glória que o mundo lhe deu foi murchando, se devanecendo. Até sua bela voz, por vezes já estava falhando.

Será que era projeto de Deus essa história terminar assim, creio que não. Ele apenas permitiu pois foi o caminho que ela escolheu. Essa cantora poderia ter tido um futuro, uma carreira bem diferente do que aconteceu. Poderia não ter sido admirada e nem conhecida por milhões de pessoas, poderia até não ser assediada pela imprensa e nunca subir nos palcos das estrelas, mas teria alegrado o maior dos corações, o coração de Deus, que lhe presentiou com a vida e sua voz.

cantou um hino “Jesus Loves Me” com a amiga
e cantora Kelly Price dois dias antes de morrer.
Mas quando conhecemos o verdadeiro evangelho, nunca mais somos os mesmos, mesmo distante a mensagem da cruz sempre nos incomoda, o espirito de Deus sempre nos trás a lembrança o que conhecemos. Segundo a reportagem do site  odiario.com ela fez uma rápida e última apresentação em um palco e cantou um hino “Jesus Loves Me” com a amiga e cantora Kelly Price dois dias antes de morrer.

Isso nos lembra que as glória do mundo são passageiras, os aplausos, a fama, o dinheiro, as riquezas não podem saciar a sede de Deus latente no coração do homem. Pois todos necessitam beber da água da vida que só Jesus pode dar e quem bebe dessa água nunca mais terá sede "Jo 4.14 Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna".


E você amigo leitor o que o maligno tem usado para lhe afastar de Deus lhe enganar, lhe  tirar dos caminhos do Senhor, a Bíblia diz que o mundo passa, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece etenamente ( Ijoão 2.17). A Jesus o Diabo ofereceu os reinos desse mundo (Mateus 4. 8,9,10) mas perdeu, Jesus o repreendeu e você rejeite também, pois Deus tem um encontro com você.
 
por Pr. Eronildo Rodrigues 
 
Fontes: G1.com.br e odiario.com Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

No deserto com Deus

Nestes dias de confusão e extrema pressa, nos encontramos cara a cara com um perigo terrível: falta de tempo a sós com Deus. O mundo nestes últimos dias está correndo rápido. Vivemos no que se chama “a era do progresso”, e “você sabe, necessitamos estar em dia”, assim diz o mundo. Mas, este espírito do mundo não se confinou somente ao mundo. Lamentavelmente se encontra entre os santos de Deus. E qual é o resultado? O resultado é: não há tempo para estar a sós com Deus, e isto é seguido imediatamente por una falta do desejo de estar com Ele. E depois disto? Certamente a pergunta não necessita de uma resposta. Pode existir uma condição mais deplorável que a de um filho de Deus que não tem o desejo de estar a sós com seu Pai?

Esta “vida de solidão”, como podemos chamá-la, é de uma importância que não se pode avaliar. E, como que com uma trombeta, queremos divulgá-la aos ouvidos de nossos irmãos. Permita-nos voltar as páginas do próprio Livro de Deus, pois não podemos ir a outro lugar, caso buscamos luz sobre este ou qualquer outro assunto. Ao pesquisar em suas preciosas páginas, encontramos que os homens de Deus (os fortes homens de Deus) foram aqueles que tem estado na “escola de Deus”, como esta tem sido bem chamada e sua escola era simplesmente isto: “no deserto a sós com Ele mesmo”. Era ali onde eles obtinham o seu ensino, onde eles eram equipados para a batalha. E quando veio o tempo para se levantar no serviço público a favor de Deus, seus rostos não foram envergonhados e de modo algum, eles tinham rostos como que de leões. Eles foram valentes e intrépidos, sim, vitoriosos para Deus, porque a batalha já havia sido ganha no deserto com Ele.

Hoje em dia, quantos filhos de Deus, queridos por Ele são levados pelo “espírito do mundo”? E quantos cristãos auto-suficientes são empurrados para o serviço de Deus, ou empurram a si próprios, sem este aprendizado (esta disciplina do deserto)? Eles tomam um terrível “atalho” até a frente de batalha, porque aquele “atalho” cortou por completo “a escola de Deus”.

Quão diferente do que encontram nossos olhos nas páginas do Livro de nosso Pai. Encontramos a Abraão em doce comunhão com seu Deus, enquanto seu sobrinho mundano está correndo com o espírito da época, na ímpia Sodoma. Se procurarmos por José, o encontraremos pelo menos dois anos completos na escola de Deus (sendo que esta era a prisão do Egito) antes que ele se levantasse para instruir com sabedoria aos seus anciãos (Salmos 105:22), e “para conservar muita gente com vida” (Gênesis 50:20). Se procurarmos por Moisés, o encontraremos na escola de Deus atrás do deserto (Êxodo 3:1) e então, mas não antes, ele apareceu publicamente como libertador do povo de Deus. Se procurarmos por Davi, a solidão para ele, foi a escola de Deus. Ali ele matou o leão e o urso (1ª Samuel 17:34-36), quando nenhum olho humano estava próximo. Ele obteve a vitória somente com Deus. Recém saído da escola de Deus, ele se colocou diante dos milhares de Israel e enquanto todo Israel seguia a Saul, ele, homem do povo, “temendo”, havia um ali que não temia; e esse era aquele que havia estado na escola de Deus na solidão, a sós com Ele mesmo. Sem dúvida, seria maravilhoso então que o Senhor produzisse uma grande vitória em Israel naquele dia! Mas, por que multiplicar exemplos do Livro de Deus?

Poderíamos contar como Elias se escondeu junto a um ribeiro, que estava mais tempo a sós com seu Deus que andando nos lugares de testemunho público e que encontrou na solidão de Querite (1º Reis 17:9) uma disciplina necessária antes de que entregasse a mensagem de Deus. Poderíamos falar de Paulo, cuja viagem a Arábia parece ter sido não para outro propósito que o de estar na escola de Deus no deserto (Gálatas 1:17).

Mas destes exemplos que já trouxemos à atenção, nada pode ser mais claro do que isto: que se você ou eu vamos ser de alguma maneira usados por Deus aqui embaixo (se o glorificarmos sobre a terra) precisamos ter tempo para estar a sós com Ele. Se nós “não temos tempo”, devemos fazê-lo. Seja quem for ou o que for, poderá ser colocado de lado, mas, Deus não deverá sê-lo. Nós devemos ter tempo (cada um de nós, “dotado” ou “não dotado”) devemos ter tempo para estar a sós com Deus. É no quarto fechado que os leões e os ursos devem ser mortos. Mas, o Senhor torna claras todas aquelas coisas para nós, estando no deserto a sós com Ele mesmo. Somente então faremos verdadeiramente a obra de Deus (e a faremos a maneira de Deus), somente assim faremos as muitas coisas que Deus tem preparado para nós, e no tempo exato apontado pelo Pai. Quantos segredos obteremos do Senhor na solidão com Ele mesmo! E se nós não cuidarmos pelos segredos da sua presença, que cuidado terá Ele do nosso jactanciosos serviço? É a nós mesmos que Ele quer, e só aquele serviço que flui da alegria da sua presença é digna do seu nome. Somente tal serviço poderá resistir ao fogo do juízo e trará alegria no dia de Cristo, tal que não tenhamos corrido em vão, nem em vão, tenhamos trabalhado.

Que cada um de nós tenha o ouvido aberto à voz do Mestre quando Ele nos disser: “Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto” (Marcos 6:31), recordando que ainda que Ele era o Filho do Pai, o encontramos repetidas vezes indo “a um lugar solitário”, e lá orando, mesmo que para fazê-lo, tivesse que levantar-se “de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro” (Marcos 1:35). A mesma Testemunha fiel, como também seus fiéis servos em cada século, necessitam de uma experiência na solidão, um ensino do deserto, a sós com Deus, e, amados, nós também.

-autor desconhecido

extraído do site: http://www.elcristianismoprimitivo.com

Fonte: Jornal Tocha da Verdade Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Amor, namoro, noivado e casamento veja as orientações da Bíblia.

Por Pr. Eronildo Rodrigues

Efésiso15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, 16 Remindo o tempo; porquanto os [dias são maus].

Esses versículos já expressavam uma grande verdade na época de Paulo, imagine hoje, numa época em que a sociedade prega que os valores morais são relativos, que não existem verdades a bsolutas. Dias em que assistimos a destruição das famílias, que a educação dos filhos foi delegada a TV e às babás, o respeito pelos pais se foi em grande parte das famílias a sabedoria dos pais em ensinar os filhos e se preocupar com eles já passa longe do que deveria ser.

E toda essa mudança da era moderna muitas são grandemente prejudiciais a família e a propria sociedade que adotou, diante disso muitas vezes os cristãos se deixam influenciar também por determinados modernismos que trazem problemas para eles mesmos e para a igreja.

Como deve ser o namoro, o noivado, orientações importante sobre a escolha certa, isso e muito mais leia agora nesse no tesxto asseguir de autoria do Pr. Ciro Sanches Zibordi.

Que é o nAMORo?


Confunde-se, hoje em dia, namoro com flerte, aventura e relacionamento sem compromisso. O chamado “ficar” parece ter chegado para ficar. E é comum ouvir jovens dizendo: “Eu só fiquei com ele naquele dia; não foi nada sério”. Entre as pessoas que não temem a Deus prevalece a idéia de que os namorados podem se relacionar intimamente, sem nenhuma restrição. E vemos pscicólogos e a própria mídia incentivando isso.

O namoro — namoro, mesmo! — é uma fase de conhecimento recíproco, que precede o período de preparação para o casamento: o noivado. Na palavra “namoro” está contido o termo “amor”, evidenciando que não se trata de um período sem importância. O nAMORo verdadeiro é para pessoas que se amam, e não para aquelas que apenas têm uma atração passageira ou simplesmente não querem ficar sozinhas.

Quando começar um nAMORo?

Para se começar um namoro, é preciso ter alcançado a maturidade, período que só vem após a adolescência, que é uma fase de transição entre a infância e a juventude. Como não se trata de passatempo, mas de uma importante etapa, só deve pensar em namoro quem realmente está determinado a casar. Quem namora por namorar está começando errado e sofrerá as conseqüências (Gl 6.7). E quem diz que namoro sério deve, necessariamente, se preocupar com as condições mínimas para um futuro casamento.

Certo rapaz que havia pedido uma jovem em casamento ouviu dela a seguinte condição: “Eu quero que você converse com o meu pai”. O rapaz concordou em pedir permissão ao pai da jovem para namorá-la (prática que, hoje em dia, é tida como retrógrada, infelizmente).

Começou, então, o interrogatório:

— Você trabalha? — perguntou o pai da jovem.

— Não, mas Deus vai me ajudar — respondeu o rapaz.

— Estuda?
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Enlace Matrimonial de Renan & Ângela

Ele Renan Ximenes Matos, ela Antonia Ângela Sabóia Ximenes. Se conheceram em 2010 no mês de outubro quando estudavam num cursinho no Colégio Monsenhor Linhares na cidade de Groaíras.

Ângela ao encontrar Renan pelos corredores da escola seu coração bateu mais forte e no final  do mesmo ano começaram a namorar. No inicio de 2011 Ângela a convite de colegas de classe que lhe evangelizavam, faz uma visita a Igreja Batista em Groaíras. A mensagem do evangelho fala forte ao seu coração e lhe leva a tomar a decisão mais importante de sua vida seguir a Cristo.

Como já namorava com Renan, a sua fé começa a mexer com ele que passa juntamente com ela a visitar regularmente a igreja aos domingo. Passado vários meses ouvindo a palavra de Deus no final de 2011 esse jovem se decide por Jesus. Apartir de então o casal intensifica os preparativos para o casamento que já vinha sendo planejado.

E no dia 21 de Janeiro de 2012 o templo da Primeira Igreja Batista em Groaíras recebeu os convidados e parentes do casal para a cerimônia de enlace matrimonial do casal.

Nós da Igreja Batista desejamos aos mesmos toda sorte de bençãos para a nova vida que juntos iniciaram. Que Jesus seja o centro da vida deles para que desfrutem dos planos de DEUS em sua vidas.

Em Cristo Pr. Eronildo Rodrigues .

                                                   CLICK NAS FOTOS PARA AMPLIAR




Ângela dizendo sim


Oração com imposição de mãos sobre o casal


Pr. Eronildo, Renan, Ângela,  Elisângela  e Ariquele


Os pais do noivo

Os pais da noiva


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Enlace Matrimonial de Simone e Daniel


Aos 14 dias do mês de janeiro de 2012, foi realizado na Primeira Igreja Batista em Groairas a cerimônia de casamento de Daniel Braga e Simone Braga. O casal é membro ativo da igreja, ele participava do Grupo Jovem Geração de Adoradores e participante também do ministério de Louvor Hiel. Ela fazia parte também do grupo jovem, atuava no louvor e auxiliava em vários outros trabalhos e projetos da igreja.

O templo foi ornamentado por uma equipe de várias pessoas, que trabalharam o dia inteiro preparando tudo para aquele momento ímpar na vida desse casal e de suas famílias.

O pátio da igreja também recebeu um tratamento especial, cada espaço foi cuidadosamente decorado e personalizado com cores a gosto do casal.

Inúmeros arranjos de flores naturais deram um toque especial ao local. É dificil descrever, mas as fotos retratam um pouco do local e a alegria do casal em viver e compartilhar aquele momento com amigos e familiares.

Muitas pessoas alí compareceram e ficamos felizes pela vida deles. Desejando toda sorte de bençãos a nova vida dos dois.

Segue abaixo fotos da cerimônia. Para ampliar click nas fotos.


A noiva entrou cantando

Depois a noiva cantou com o noivo





O casal com o Ministério Hiel

O casal e as mães



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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A consternação está perdendo espaço? O retorno de Hitler

Por Luiz Sayão

Uma das figuras mais sombrias do século 20 foi o ditador nazista Adolf Hitler. O artista desiludido austríaco conseguiu crescer na política alemã dos anos 30 até tornar-se o chanceler de um pretenso império germânico que acabaria se desmoronando em 1945, com o final da Segunda Guerra Mundial. As terríveis decorrências do governo de Hitler ainda hoje nos causam espanto e pavor. Além da perseguição deflagrada contra os judeus, bastante conhecida e divulgada, e dos campos de concentração criados pelo regime nazista, Hitler foi o causador direto e indireto de atrocidades imensuráveis. Conforme as estimativas, a Segunda Guerra Mundial deixou cerca de 70 milhões de mortos, sendo mais de 24 milhões de russos, 20 milhões de chineses, 7,5 milhões de alemães e 6 milhões de judeus. Destes, 60% eram civis. A perseguição e os maus tratos atingiram diversas comunidades como ciganos, eslavos, homossexuais, judeus, evangélicos e comunistas. Um dos principais mártires evangélicos do período nazista foi Dietrich Bonhoeffer. Entre os teólogos renomados que perderam sua posição por causa da intolerância Führer, destacam-se Karl Barth e Paul Tillich.

As propostas imperialistas e racistas de Hitler chocaram o mundo por sua frieza no processo de condenação, prisão e assassinato dos “indesejados” pelo sistema. A eliminação de milhões de pessoas – calculada e premeditada – mais as experiências genéticas e científicas cruéis e desumanas deixaram o mundo consternado. Estávamos diante de um império da morte.

No entanto, parece que essa percepção da realidade está mudando. A consternação perdeu espaço nos últimos anos. Recentemente, por exemplo, conversei com alguém que comentou uma aula de filosofia. Nela a professora afirmou a lógica da sociedade relativista: “O que Hitler fez é errado para nós, mas para eles estava certo. Cada cultura e sociedade decide o que acha certo ou errado”.

Voltando a atenção para a perspectiva bíblica, vamos encontrar o fato de que Deus é descrito como o Deus que dá a vida e tem poder sobre ela (Dt 30.15; 1 Sm 2.6; Ne 9.6). Em grande parte, a teologia do Antigo Testamento é uma teologia da vida. A relação de polarização “vida-morte” marca muito da revelação das Sagradas Escrituras. O primeiro pecado humano tem como retribuição o castigo da morte (Gn 2.17). Em seguida, o que é vedado ao homem, que deseja independência de Deus, é a árvore da vida (Gn 3.22-24). Toda impureza ritual que encontramos em Levítico está relacionada com a morte. Os animais ligados à morte (carnívoros e rastejantes) não podem ser comidos (Lv 11). A impureza do fluxo do homem e da mulher os tornam imundos (Lv 15), pois o que era para ser vida tornou-se morte. Toda promessa de bênção para Israel envolve bênçãos da terra e de prosperidade, que são, em resumo, uma celebração da vida. Basta ler acerca das implicações da aliança entre Deus e Israel em Deuteronômio 27-29 e observar como a distinção básica é: bênçãos para a vida e ameaças que significam morte. O salmista louva a Deus e clama ao Senhor por causa daquilo que representa a diferença entre a vida e a morte (e.g. Sl 30).

A renovação das promessas de Deus por ocasião do exílio está claramente apresentada por Jeremias: “Ponho diante de vocês o caminho da vida e o caminho da morte” (21.8). Quando chegamos ao Novo Testamento, a polaridade permanece; agora, porém, o enfoque é distinto. A qualidade de vida sobe! A vida que está em vista é de qualidade plena e superior: a vida eterna (Jo 3.16). O próprio Jesus é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Já a morte absoluta descrita no Novo Testamento também é a morte eterna.

Conforme podemos observar, o Deus da Bíblia cria, enfatiza, valoriza e concede vida, e vida em plenitude (Jo 10.10). Quem crê tem vontade de viver e razão para celebrar a vida. Para falarmos sobre isso, é preciso entender que a vida é um valor importante nas Escrituras por causa da perspectiva bíblica da realidade. Segundo as Escrituras, o ser humano é imagem de Deus (Gn 1.26), o que lhe dá significado no universo e dignidade intrínseca. O homem possui origem e propósito definidos e caminha telologicamente para um destino, sob o domínio divino. O ser humano sobrevive após a morte e terá de prestar contas de sua vida a Deus, o justo juiz. Neste sistema bíblico, faz sentido viver. Todavia, quando isso é deixado de lado, o sistema desmorona e passamos a caminhar na direção de uma cultura “da morte”.

Será que é sem razão e explicação que vivemos numa sociedade que banalizou o aborto e que trivializou a violência? Por que, à semelhança do paganismo greco-romano antigo, há uma obsessão crescente na sociedade pela morte e pela violência? Há uma sede de sangue no ar! Os filmes de terror, obsessão máxima pela morte, tornaram-se divertimentos triviais. É a triste universalização do “Halloween” americano. Não é assustador e estarrecedor observar a busca da morte nas drogas e nas experiências radicais sexuais e religiosas que rondam o público adolescente e juvenil, em pleno vigor da vida? Por que grupos de rock como ACDC, Kiss e Sepultura fazem sucesso e cativam tantos fãs? Como entender a epidemia mundial de suicídio, principalmente em países abastados, incluindo crianças e adolescentes? O que está acontecendo conosco? Socorro! Parem o mundo que eu quero descer! A irrelevância e a fascinação da morte nos assustam!

O fato é que, sem o Deus da vida, caminhamos para a morte. Estamos de novo sob a sombra de Hitler, filho lógico da sociedade secular, pós-nietzschiana. A verdade é que a sociedade secular, que se enraizou na cultura ocidental nos últimos quatro séculos, a partir da natureza e do homem, não tem base para estabelecer e defender o valor da vida e do ser humano. Sem Deus, o homem está morto. Sem Deus, não há paradigmas, e sem paradigmas absolutos, não há razão para viver. Sentimos a maresia e a náusea dos escritos existencialistas ateus. Por que o racismo de Hitler deve ser condenado? Em que base? Se o ser humano não tem valor intrínseco, por que uma etnia específica teria algum valor? Se não há parâmetros para definir o que é certo e errado, como dizer que Hitler cometeu crimes contra a humanidade? O americano imperialista belicoso, o terrorista radical islâmico, o índio que comete infanticídio e o neonazista homicida estão todos corretos em seus próprios pontos de vista! Só resta a voz (ou a arma) do mais forte para impor a lei neste admirável mundo bárbaro.

Nossa sociedade está em crise. O fato é que em muitos países, assassinos são hoje protegidos pela lei. O aborto tornou-se “direito” e sinal de “avanço”. O suicídio tornou-se “requinte” de sociedades sofisticadas. O nível de barbárie dos crimes apavoraria até os carrascos de Auschwitz. Vemos pedofilia seguida de morte, canibalismo, chacinas, crianças homicidas, suicídio coletivo etc. Onde vamos parar?

A sociedade secular, com seu humanismo, ateísmo e agnosticismo, nunca foi coerente com seus pressupostos. Embora crítica do cristianismo, sempre viveu de seus valores. No secularismo ateu não há lugar para a misericórdia, a caridade, o amor e a esperança. Os ateus e agnósticos vivem, na prática, com idéias cristãs de amor, igualdade, perdão etc. A grande pergunta é: “O que acontecerá conosco quando tivermos gerações criadas sem a influência cristã?”

Se Deus não existe e não há juízo final, e a vida é apenas agora, um mero acidente que deu certo, a lógica necessária é a selvageria. O que vale é aproveitar ao máximo o pouco que temos neste mundo sem lei e sem lógica. A questão se torna muito mais relevante quando vemos a barbárie crescente presente em nosso cotidiano e o surgimento de uma nova empreitada hostil de ateus e agnósticos contra a expressão religiosa, particularmente contra o cristianismo, exemplificada na obra recente de Richard Dawkins (publicada em matéria de capa da edição de setembro de Enfoque). Se não considerarmos a história de nossa tradição ocidental, com sua herança cristã e suas decorrências, corremos o sério risco de ver uma versão piorada do que foi o nazismo; seria o “retorno de Hitler”.

FONTE: http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=77&materia=942 Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...